5 de novembro de 2007

Jovem Rural desempregada

Tenho medo do futuro da minha família ambos trabalhadores rurais, em uma área de sequereiro. Desde a minha infância que tenho um sonho de um mundo melhor dentro da nossa realidade e não quero ser uma para-rural, morando na periferia da cidade. Gostaria de retirar a minha renda, o meu sustento, da própria propriedade ou trabalhar sem perder o meu vinculo.
Hoje vivo esta realidade. O meu pai, o Sr. Manoel Rodrigues, esta com o projeto via BNB, para a construção de um poço artesiano e através deste projeto tenho a esperança de que nossas vidas vão mudar. Estou no 4º ano do magistério.

Próxima a propriedade dos meus pais tem uma outra propriedade que possui uma escola. O meu sonho é que possa ensinar as crianças ou alfabetizar adultos. A vida de jovem rural sem emprego não é fácil, mas o mais difícil é a falta da água. Temos coragem de cultivar, plantar na terra, mas a água é escassa. Quando chove e açude pega água plantamos o feijão, milho, melancia, hortaliças para o consumo e venda na feira livre.

Não entendemos como nos que moramos tão próximo do rio São Francisco não temos água e governo defini levar água para tão longe, enquanto, aqui, nós nos encontramos nessa situação e ainda dependendo do carro pipa.

Janubia dos Santos
Trabalhadora Rural, feliz por ser quem sou. Tenho orgulho da minha origem.

Jovem Rural do município de Belém do São Francisco (PE)

Um comentário:

Ranieri disse...

asssim como a colega Janubia numeros outos jovens também vivem esse dilema , mas é bom rasalar qua a juventode persebeu que nós somos capzes de mudar a realidade em que vivemos e que, tenho certaze, depender dos jovens que fazer o cuso de agentes culturais, essa ralidade vai mudar. obrigado. e parabens danubia pela sua atiude de nos falar com tanto desempenho.