15 de junho de 2007

Um breve relato sobre minha viagem ao Rio de Janeiro

Caras leitoras e caros leitores amigos,
publico o relato da minha viagem ao Rio de Janeiro. A viagem aconteceu entre os dias 15 à 22 de maio. É com muito prazer que divido esta experiência.
Abraços, Jocivaldo.

Intercâmbio e socialização da pesquisa efeito das ações juvenis para superação da violência na região do Submédio São Francisco foi realizada em 2005.

Período: 15 a 22 de maio de 2007

Logo de início gostaria de falar do sentimento que sinto ao fazer a socialização dessa pesquisa com outros públicos diferentes do que costumo trabalhar, por serem públicos de cidades ainda desconhecida por mim.

Ao sair da cidade de Rodelas, no dia 22 do corrente mês e ano, estava calmo de certa forma, mas um pouco de medo por não saber o que iria encontrar. Quando desembarquei, fomos recepcionados pela simpaticíssima Priscila, assiste de programa TRD de KONONIA, que nos levou para casa do Jorge Atílio, coordenador do Programa TRD.
Ao chegar tivemos um delicioso almoço preparado por sua esposa de Atílio - a Raquel. Já sentamos para ver a trajetória desses dias nessa cidade: qual o público, com qual objetivo e etc. Terminado esse momento de conversa aumentou meu medo, pois ficamos sabendo que iríamos apresentar a pesquisa, para nada mais nada menos, que alunos das melhores universidades da cidade do Rio de Janeiro e sem falar nos jovens de favelas, jovens da periferia urbana (PROFEC) e uma comunidade Quilombola. Além do mais já iríamos para a cidade de Niterói. Fomos a UFF (Universidade Federal Fluminense), mas infelizmente não foi possível naquele momento apresentar a referida pesquisa, que foi marcada para quinta-feira dia, dia 17.

Quarta-feira, 16/05/07
Passando, esse primeiro momento, acordo hoje ainda assustado, mas com a esperança de que tudo vai dar certo. Saímos à tarde para a favela da Maré, onde conversaremos com jovens que fazem parte do programa “Rota de Fuga”.

Chego, de primeira mão, muito curioso e fomos recebidos com muita alegria pelos coordenadores e jovens da entidade. Foi uma conversa muito agradável, mas o que particularmente gostei desse papo foi ouvir jovens que vivem no dia-dia a dificuldade de morar em uma favela violenta. Cada depoimento, cada relato era emocionante, mas pude ver também que existem muitas coisas boas na comunidade e que nem tudo que é colocado, através da mídia, é realmente a verdade. Terminada a conversa, saí desejando que as questões que afligem a comunidade logo tenham fim e fico muito feliz que os primeiros passos já estão sendo dados.

Fomos, a noite, a Universidade Estácio de Sá. Chegamos a Estácio por volta das 20h40. E às 21h entramos na sala de aula. Os alunos do professor Jorge Atílio foram muito simpáticos, mas confesso que estava muito assustado. Nessa conversa o que me chamou a atenção foi à participação dos mesmos: perguntando, questionando, e etc.
Só espero que as outras turmas universitárias que pegaremos, sejam assim. Saio muito satisfeito! O nervosismo diminuiu e o rendimento pessoal, acredito ter melhorado. Agora é ir para casa descansar para amanhã.

Quinta-feira, 17/05/07
Amanheço com dois sentimentos: um é de muito felicidade por tudo ter dado certo, e o outro é de ansiedade! Estou louco para chegar logo na cidade de Duque de Caxias e conhecer os jovens do PROFEC (Programa de Formação e Educação Comunitária).
Chegamos a referida cidade por volta das 9h00. Chegando lá fomos recebidos pela coordenadora Cíntia que nos conduziu até a sala onde iria acontecer à conversa. Um delicioso café da manhã nos esperava e terminado o café, fomos apresentados à turma, mas te conto prezado(a) leitor(a) estou me sentido no coletivo de jovem do Pólo Sindical dos Trabalhadores Rurais do Submédio São Francisco em que, felizmente, já participei.

Uma turma alegre participativa e o melhor com vontade de querer sempre se organizar e lutar junto pelos seus objetivos. Depois desse bate-bola muito agradável, saio triste por já ter que ir embora, pois temos um compromisso, logo depois, na UFF. Mas por outro lado saio muito contente de ficar sabendo que como a gente lá do Submedio São Francisco se reune para que juntos a gente possa discutir e juntar força para enfrentar as dificuldades do dia-a-dia.
Chegamos à outra cidade linda desse maravilhoso estado do Rio de Janeiro e "princezinha" Pricila nos convida para irmos ao Mercado de Peixe São Pedro e comer um peixe chamado “namorado”. Eu não sabia que comer namorado era bom assim há!ha!ha!
Depois dessa, vamos dizer assim “festa culinária”, fomos correndo para Universidade. Logo de início tivemos uma conversa com o professor Paulo Carrano e a professora Ana Brenner, onde passamos algumas informações sobre a região SMSF (Submédio São Francisco) e se interessaram em estar divulgando, através do boletim da entidade Observatório Jovem Rio.
Terminada a conversa, para o próximo encontro. Fomos para turma de Engenharia Agrícola da professora Ana Maria Mota Ribeiro. A professora Ana nos recebeu com muitas honras e me surpreendi com o tamanho conhecimento sobre as causas e lutas do povo da região do submedio em se tratado do reassentamento de Itaparica. Em seguida teve que partir, pois tinha que terminar os preparativos para o lançamento do seu livro “Laudo Multidisciplinar em Conflito Sócio-Cultural” que foi à noite. E deixando as honra da recepção com o estudante de Sociologia: Bernardo.
Depois de uma rápida apresentação, iniciamos a apresentação da pesquisa e os alunos se mostraram muito interessados com o assunto. Mesmo porque se tratava de falar de uma região agrícola que área de interesse deles. Fiquei satisfeito com a integração da turma e a curiosidade de saber como é a nossa região.
Em seguida fomos ao lançamento do livro de Ana. Fomos muito bem recebidos e a única coisa que não tava "batendo" era o canto da orquestra, pois achei desafinada (ha!ha!ha!) Mas tudo bem! O mais importante é que nós estávamos desfrutando da alegria da queridíssima Ana mota e para completar, nossa maravilhosa noite, nos deu seu livro para o Coletivo de Jovens. Partimos de volta para casa de Priscila descansar para outro dia.

Sexta-feira 18/05/07.
Estava fazendo um dia muito lindo! Depois de um delicioso café da manhã e conhecer a simpaticíssima mãe de Priscila: a Neidinha. Fomos conhecer o centro da cidade.
Andamos de metrô e conhecemos a igreja da Candelária. Fomos almoçar e em seguida fomos para a KOINONIA para a apresentação institucional da nossa pesquisa. Uma galera irada e muito sangue bom! Nos deixaram como se estivéssemos em casa. Foi uma experiência muito interessante!
Em continuidade, do dia, a volta para casa do do Jorge Atilio, passeamos por Copacabana. Na praia onde sentamos para tomar um brejinha (cervejinha) bem gelada e ver minha companheira de viagem, Vânia Tatiane, se esbaldar ao andar nas maravilhosas areias da praia de Copacabana. E, voltando a cerveja e caramba! E pedi uma Bohemia, pensando que era do mesmo preço que as outras, e me ferrei! A danada custava $R4,00 a lata! Acabando a cerveja, fomos para casa.

Sábado 19/05/07.
Hoje é o dia de visitar a comunidade Quilombola de Alto da Serra do Mar. Este é o grande motivo do convite para virmos até o Rio de Janeiro. Então, essa intercâmbio é mais especial ainda, porque temos que agradecer por esses momentos únicos em nossas vidas, desfrutando dessas cidades e povo.

A trajetória foi maravilhosa! Muitas paisagens bonitas e únicas! Depois de 2 horas e meia de viagem chegamos na comunidade um espetáculo o local. Fomos recebidos com muito afeto e carinho e seguimos para conhecer o lugar.
O lugar é lindo e aproveitamos para tirar várias fotos. O almoço foi na casa família que recebeu tão bem. O almoço estava delicioso.
Apresentação da pesquisa, aconteceu logo após o almoço, e trocamos experiências das nossas hitórias e fiquei encantado com a semelhança da luta daquele povo com o povo da região do Submedio para ter o direito ao seu pedacinho de terra.
Contamos a experiência do Coletivo de Jovens do Pólo Sindical. E, só para variar, fiquei muito feliz com tudo que vi e ouvi. Uma gente lutadora e guerreira que a única coisa que quer é ser feliz com seus direitos garantidos. E fiquei, particularmente, emocionado em andar por aquele campo e lembra do lugar onde tive a honra de ter passado uma boa parte de minha infância.
Agradeço, de coração, todo carinho daquele povo e saio com o peito rachado e com esperança que um dia voltarei a revê‑las e assim sentir o brilho de seus sorrisos iluminando minha alma.

Domingo, 20/05/07.
Domingo! Hoje estou cansado, mas como diria o saudoso Luiz Gonzaga: “só deixo meu cariri no ultimo pau de arara.
Saímos, Tati e eu, com a família do Atilio para conhecer alguns lugares da cidade. Almoçamos em um lugar lindo demais! E conhecemos um garçom conterrâneo nosso - o “Chico". Um rapaz muito alegre e camarada, e parece que também gostou da gente. Porque além do marovilhoso papo tivemos, de quebra, três Chope de graça. Em seguida, saímos em trilha por paisagem linda da orla do Rio.
Encontramos, de noitinha, a Priscila e fomos para Copacabana. E paramos para conversar e comer uma pizza. Nunca comi tanta na minha vida! Tiramos fotos e saí, de intrometido, na foto de uns gringos - que eram argentinos ou italiano. Eenfim saí na foto.

segunda-feira 21/05/07.
Está chegando a hora da partida. Passamos o dia em KOINONIA. O pessoal entidade é muito lega. Após a noite fomos assistir a aula do professor Jorge Atilio.

Terca-feira 22/05/07.
Acabou infelizmente! Parece uma noite de sonhos e tudo acaba quando o dia amanhece. O meu maravilhoso sonho acabou e agora é espera "outras noites" dessas chegarem. Enquanto não chega, o que me resta é avaliar e concluir este capitulo.
Como já disse, quando cheguei fiquei muito assustado com o que iria acontece, mas depois foi tudo muito perfeito! E só tenho que agradece toda equipe de KOINOIA, Pólo Sindical e com iguais honras, todos outros atores que contribuíram direta e indiretamente para que esse projeto desse certo. Saio muito feliz, espero que tenham gostado!
Tchau!
Jocivaldo Cruz, eternamente jovem.
Jocivaldo é município de Rodelas do estado da Bahia

Um comentário:

mara vanessa disse...

Oi Jocivaldo, ler esse seu "diário" foi muito gostoso, quase dá para sentir a areia da praia, o chope, a cerveja Bohemis cara, as comidas gostosas... E também perceber os dias cheios que vocês tiveram no Rio. Bom demais essa coisa de manter um diário ou um caderno de campo nesses momentos. Valeu! Força pra você e pro coletivo de jovens aí. Um abraço, Mara Vanessa